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Vice-governador do AM diz que imunidade de rebanho era 'estratégia' de Wilson Lima e Bolsonaro

Vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (Reprodução/Internet)

Agência GR7 Notícias 

O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (sem partido), afirmou que o alinhamento entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador do estado, Wilson Lima (PSC) foi o responsável por levar o estado ao colapso da segunda onda da Covid-19. O Amazonas foi notícia internacional após o estado sofrer com a alta de contaminação do vírus, de mortes e da falta de oxigênio nos hospitais da capital e do interior. 

Almeida, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira, 6, diz que o objetivo era gerar uma imunidade de rebanho (imunidade coletiva). Com a tentativa frustrada e com a contaminação no estado fora de controle, o Amazonas virou um laboratório da nova cepa. “A estratégia foi mostrar alinhamento. Uma coisa era clara, a política era de afirmar que se tinha uma imunidade de rebanho. O que acabou acontecendo foi um laboratório, a P1 encontrou um ambiente adequado”, disse o vice-governador.

De acordo com o vice-governador, Wilson não quis demonstrar má administração e demorou a tomar medidas. "Se esperou a água bater no pescoço para a tomada de alguma medida, quando o governo federal foi acionado o caos já estava acontecendo. Não foi chamado antes por uma questão simples, o governador não queria demonstrar que havia má administração, que ficou patente na investigação sobre a compra de respiradores, por exemplo”, afirma.

“Quando o ministro chegou para resolver o problema, ele já estava criado. Mas que problema é esse? A política de contaminação para ter imunidade de rebanho. Se dizia no Amazonas que o convívio e contaminação geraria isso. Essa era política anunciada pelo próprio governo federal. Mas nesse ponto, o que se mostra é que o tiro saiu pela culatra, ocorreu a gestão de uma cepa mais contundente. Isso é por inação do governo estadual, mas também por causa de uma política do governo federal”, continuou Almeida.

Almeida rompeu com o atual governo em maio de 2020 quando iniciou uma investigação sobre desvio de verba na compra de respiradores. Questionado sobre a CPI da Covid, onde visa investigar a conduta do governo federal e a crise de oxigênio no Amazonas, Almeida disse está disponível para comparecer e prestar os devidos esclarecimentos. 

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