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Diretor-assistente da OMS é investigado na Itália

Ranieri Guerra, diretor-assistente da OMS. (Foto: Divulgação)

Devido ao falso testemunho em um interrogatório realizado no dia 5 de novembro sobre a pandemia do Covid-19, o Ministério Público da Itália abriu uma investigação contra o diretor-assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ranieri Guerra.

O inquérito tramita na Procuradoria de Bergamo, uma das províncias mais atingidas pela crise sanitária no país. Em novembro do ano passado, Guerra foi ouvido pelo MP como “pessoa informada sobre os fatos” a respeito do plano do governo de combate a pandemias, que não era atualizado desde 2006.   

Guerra foi diretor de prevenção sanitária no Ministério da Saúde entre 2014 e 2017, cargo que, em tese, era responsável pela elaboração desse documento. Em seu interrogatório, ele disse que o plano não precisava ser revisto, já que não haviam sido registrados graves episódios epidemiológicos antes da disseminação da Covid-19.   

No entanto, os investigadores constataram que tanto a União Europeia quanto a OMS recomendaram a atualização do plano. Além disso, o MP quer esclarecer o episódio da remoção de um relatório crítico à Itália do site da Organização Mundial da Saúde.   

Entre outras coisas, o texto afirmava que os hospitais italianos tiveram uma resposta inicial ao novo coronavírus “improvisada, caótica e criativa” e que o plano do país de combate a pandemias não era atualizado desde 2006.   

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O relatório havia sido publicado no site da OMS em 13 de maio de 2020 e foi removido no dia seguinte. Segundo a entidade, os motivos da retirada foram “imprecisões” encontradas no texto.   

“Estou pasmo e amargurado por essa situação. Não tenho a menor ideia do porquê de os magistrados terem decidido nesse sentido”, disse Guerra nesta sexta-feira, 9.   

O MP de Bergamo também investiga possíveis negligências das autoridades políticas e sanitárias no início da pandemia, que já deixou mais de 110 mil mortos na Itália.

 

(*) Com informações do IstoÉ.

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